Empresas contratadas pelo setor da defesa dos EUA procuram obter um segundo adiamento do DFARS, enquanto a «Equipa de Negociação Seis» do Pentágono, dotada de 200 mil milhões de dólares, se mobiliza para alcançar a independência em termos de terras raras
De acordo com uma reportagem do Financial Times publicada em meados de maio, as principais empresas contratadas pelo setor de defesa dos EUA estão a exercer pressão sobre a administração Trump para adiar a entrada em vigor da norma DFARS 252.225-7052, prevista para 1 de janeiro de 2027. O regulamento, finalizado em 2024, proíbe a utilização de ímanes de samário-cobalto (SmCo) e neodímio-ferro-boro (NdFeB) em contratos de defesa, caso qualquer fase da produção, desde a mineração até à fabricação, tenha ocorrido na China, na Rússia, no Irão ou na Coreia do Norte.
Os fornecedores argumentam que continua a existir um défice de abastecimento substancial, uma vez que nenhuma alternativa ocidental atingiu ainda os volumes necessários, enquanto os controlos à exportação impostos pela China em abril de 2025 submeteram os ímanes de NdFeB e SmCo a um rigoroso regime de licenciamento caso a caso, perturbando o abastecimento durante a fase de transição. A data de janeiro de 2027 já reflete um adiamento de um ano em relação à meta inicial de 2026.